sábado, 18 de julho de 2015

O Monte que me levou à Lua...



Trail Monte da Lua... que prova!!! Confesso que não estava preparada para tamanha façanha, não fosse o meu “lebre” e tinha sido uma espécie de penitência. Cerca de 30kms, 2500m D+.

Com partida no areal da Praia das Maças, a prova não começou bem. Depois de 50 m a correr na areia, um ribeiro seguido de um single track. Resultado: tudo parado. Passado este obstáculo, começou a prova. A subir mas com um percurso pouco técnico, começamos a marcar o nosso ritmo. Cedo comecei a andar e a pensar “esta vai sair do lombo”. E saiu. Não tinha visto a altimetria, não antevi o que me esperava, os níveis de desidratação ou de desgaste.

Na Serra os caminhos são espetaculares, o cheiro, o verde, o ambiente... Com tanto para ver, fui enrolar o pé numa raiz que me levou ao chão. Suja e esfolada, seguimos caminho direção ao mar. Aí, a paisagem muda radicalmente assim como o nível técnico e exigência física. Na linha do oceano, andámos a ondear arriba abaixo, arriba acima. Não sei quantas foram, parecia que nunca mais acabava... e a cada descida que aparecia, tremia só de olhar. Devagar, devagarinho, quase parada, lá desci todas elas sem nada mais que um bate cú. Oh malditas descidas, dão cabo de mim. E tudo o que desce... Antes de terminar, ainda descemos a escadaria da Praia Grande, corremos o areal e voltamos a subir rumo à meta, onde começamos, Praia das Maçãs.

Aos 20km já estava a lançar raios e coriscos à prova, a procurar energia para acelerar a chegada à meta, a protestar por mais uma descida “manhosa” que tinha que passar... Mas, depois de acabar uma prova com este grau de dificuldade, sem grandes mazelas e bem disposta, somos invadidos por uma sensação única de realização e concretização. Fantástico!

Com isto tudo, não é que fiquei em 8º lugar na geral feminina, com 4h:07’:25’’?!?! Sim! Estão a pensar “deviam ser umas 10 mulheres”, mas não, acabaram a prova 112. Ah, pois é!!! J O meu trunfo foi o Jorge Freitas, mais teimoso que eu, garantiu que não tinha quebras de açúcar, levou água e “ralhou” comigo para ir bebendo ao longo de toda a prova (e bem precisei), desafiou-me quando estava mais duro, e foi com a lição estudada. Claro, e sabe muito bem o que é fazer trilhos, um verdadeiro trail expert. Obrigada!

-Ana-

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