terça-feira, 24 de novembro de 2015

Trail AM: Que Grande Galo!


Teoria do Nós - Trail AM, Barcelos

Este foi um fim de semana dedicado ao Norte, à terra do Galo: Barcelos. É uma cidade pequena, típica e muito bonita. Conhecida pelo galo mas com outros encantos. A hospitalidade e simpatia foi, desde logo, nota marcante desta aventura.

Para poupar a cabeça, o corpo e a carteira, optamos por ir de camioneta, no dia anterior à prova. Esta prova permitia, pois tinha a partida/meta no centro da cidade. Foi uma boa escolha e que recomendamos. Assim que chegámos, foi-nos oferecida boleia para o hotel e indicações para um restaurante onde se “come bem e barato” (ainda existem!!): Churrasqueira a Furna. E que bem se comeu!

Mas isto foi só o início da aventura, a parte fácil, o pior ainda estava para vir. De referir que, depois de uma “quase paragem” de cerca de dois meses, Nós retomamos os treinos (moderadamente) na semana anterior. Vínhamos de 5 dias a recuperar de uma aula de BodyPump em que entramos como heróis e saímos como caracóis, de rastos. No domingo, com bastante frio, chuva e um andar ainda afectado dessas andanças, lá nos dirigimos para a partida. Parecíamos cebolas, tantas eram as camadas de camisolas. Esta prova era a mais longa que já alguma vez tinha feito, inicialmente anunciada como sendo de 35km, acabou por ser divulgada com um percurso de 31 km... pensávamos nós. (fiz uma outra, a estreia do Red Cross Trail, em 2011, de igual distância)

Na linha de partida falava-se muito em português mas não só, também lá estavam muitos atletas espanhóis e, mais tarde, também ouvimos francês: uma prova internacional. E arrancamos. Cerca de 2km em estrada até entrar na serra e mais uns tantos até começar a conseguir respirar bem. Em quase todas as provas preciso de alguns km para “regularizar” mas, desta vez, foi preciso percorrer o dobro da distância. Foi o meu companheiro e “gestor de prova” que me ajudou a entrar em ritmo “cruzeiro”. E nisto, logo a seguir ao primeiro abastecimento, vamos todos pelo caminho errado. Não nos perdemos, a fitagem estava mal feita, as fitas (etiquetas como eu as alcunhei) indicavam dois caminhos. Para quem anda nesta vida sabe como pode ser desmoralizante esta situação. Mais tarde ouvimos dizer que levou a um considerável número de desistências mas, para Nós, apenas serviu para acrescentar cerca de 2km à prova. 

A prova teve duas subidas ditas técnicas com um grau de dificuldade elevado, uma descida mais complicada, com muito percurso a rolar. Muitos eucaliptos, duas passagens mais deslumbrantes, prova rápida... caso estivéssemos em forma. O Jorge, sempre “mais fresco” que eu (uma verdade científica, mais que provada :-)), lá ia puxando, literalmente, por mim e tentando equilibrar as perdas de energia com a ingestão de calorias. Não posso deixar de referir as bolas de berlim dos abastecimentos... que delícia. O Jorge vingou-se e comeu todas aquelas que evitou nas férias. 

A cerca de 12 km da meta comecei a fingir que corria... estava de rastos e preparadíssima para a meta. O Jorge marca o passo, comigo atrás. Lá ia eu, perdida nas “aulas” de anatomia que as minhas pernas me iam dando, lembrando-me de todos os tendões e músculos que tenho nessa zona, quando sinto uma picada no pé, cada vez mais forte. Mais um tendão?! Tive que parar. Quando olho vejo umas “patinhas”... começo a gritar: “aranha”. O meu “forte e corajoso” companheiro, vem em meu socorro para lutar com a criatura que me ataca (:-D)... uma abelha. Maldita, não caí mas fui ferrada!

Daí para a frente foi um arrastar-me e contar os metros até à meta. Sentia-me mesmo cansada e sem força. Quem salvou a “honra do convento” foi Jorge que, com a “paciência de Jó”, veio sempre comigo a dizer que conseguíamos... e conseguimos. Passamos a meta juntos, de mãos dadas, como não podia deixar de ser. 

Depois de cerca de 5 horas e 35km de prova, ouvimos um comunicado da organização a dizer que “devido ao elevado número de desistências, não iria haver classificação para os 35km”. Quê?!?! E quem acabou?!?! Não é uma decisão que se espere de uma organização destas (já enviamos um e-mail a expressar o nosso descontentamento).

“Corremos” para o banho (estava gelada) e seguimos para um merecido repasto (segunda volta) na Furna. Ainda vimos chegar os amigos que estiveram nos 65km (parabéns a todos!), compramos um recuerdo, como não podia deixar de ser, um galo, e regressamos, com calma e sem sobressaltos, de camioneta! Feitas as contas, valeu muito a pena, uma aventura a dois, diferente e gratificante como tentamos fazer de todas... e outras virão, mas não será para repetir esta prova.

-Ana-

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Diz-me o que calças... cont.


Raidlight Trail Dual Finger, é uma sapatilha para soft-trail, dinâmica e confortável. Ela surge de um co-desenvolvimento com a LAFEET* (marca japonesa que produz este tipo de calçado por muitos anos). Excelente aderência e conforto são os seus pontos fortes. Deixou-me surpreendido pela construção e eficácia, aderente em pisos molhados e conforto acima da média. No entanto, atenção às pancadas frontais e laterais. Em terrenos mais ‘’puxados’’, não existe protecção. O sistema Dual Finger deixou-me, inicialmente, apreensivo: pensava eu ‘’e a descer? Isto vai doer!’’, mas não, não notei diferença nenhuma e a subir (escalar?!) compreendi porque é que as cabras montanhesas circulam por trilhos escarpados sem cair… Pena os cerca de 120 euros que se pagam para ser ‘’diferente’’. Arrisco a dizer que devo ser o único proprietário em Portugal de ‘’meninas’’ como estas.


A Raidlight Team R-Light 002 foi projetada para os corredores de longo curso, que procuram uma sapatilha estável com amortecimento e bastante proteção. Uma construção robusta especialmente na zona do tornozelo. Utiliza uma palmilha especial, uma parceria com a SIDAS, especialistas em podologia. Estamos a falar de um produto personalizável, i.e., podemos escolher desde o amortecimento através de ‘’pads’’, palmilhas para todos os gostos e tipos de ‘’pisada’’ e colocação de sola com outro tipo de ‘’agarrre’’. Sinto muita confiança em zonas rolantes, com pedra e raízes, pois as protecções contra embates laterias e frontais, não se sentem…e eu que o diga! Um único senão: sem aderência em piso molhados. Pouco divulgadas pelo importador nacional, mas já com muitos utilizadores (muitos dos quais “iniciados” por mim). Consegue-se esta sapatilha por cerca de 70 euros (promoção). Aconselho vivamente. 

-Jorge-

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Alentejo... a dois!


Teoria do Nos - Alentejo
Escapadinhas... Foi a nossa escolha para este fim-de-semana, Alentejo, mais precisamente, Monte do Caneiro, a dois quilómetros da famosa Aldeia da Luz. Alojamento inserido numa paisagem fantasticamente viciante, junto ao Alqueva e … a DOIS!

Decidimos degustar o verdadeiro Alentejo de bicla, melhor não podia ser.


No primeiro dia, com cerca de 38 km, visitámos a Aldeia da Luz, Mourão e as margens do Alqueva. Já era noite quando conseguimos ‘’pisar’’ as margens do grande lago por uns bons 2 km… sim, só! Infelizmente, mesmo com terra onde não se vislumbra qualquer tipo de cultura, tivemos que “saltar” barreiras que supomos terem sido erguidas para impedir a evasão... dos espanhóis?!?!
Teoria do Nós - Alentejo

Valeu a pena. E com decisão e teimosia, tivemos direito a um pôr do sol simplesmente maravilhoso, ao som de uns peixes–gato (seriam?) que teimavam em saltitar, acompanhado de um remoer de frutos secos e uma borbulhante coca–cola.
Teoria do Nós - Alentejo

O Alentejo, à noite, não perde o seu encanto. Assim sendo, fomos no sentido de Mourão, debaixo de um céu estrelado: restaurante Adega Velha, uma adega antiga, com talhas de barro, num ambiente familiar, onde se canta, bebe (e muito) e se come. No nosso caso, pressentíamo-nos com uma bela perdiz estufada, acompanhada de um vinho milagroso, isto para além das “entradas e saídas”, merecedoras de louvor. Tivemos, ainda, direito a um poema de Florbela Espanca, magnificamente lido e sentido pela minha companheira. Um poema que, segundo o proprietário do restaurante, ‘’tem a faculdade de casar pessoas!’’ …Vamos ver o que dá, pelo menos ficámos a pensar.


Teoria do Nós - Alentejo
Domingo, foi dia de descanso matinal ao som de cabras, vacas, ovelhas, galináceos, burros e pássaros, muita bicharada por metro quadrado mas sem sirenes, buzinas e outros ruídos urbanos que nos enchem a cabeça no dia a dia. Um almoço em Reguengos de Monsaraz, tipicamente alentejano, acompanhada por um néctar local. De buxo cheio, visita de fim de tarde em Évora, passeio na zona antiga e reviver passados recentes... uma cidade em que se respira os tempos idos medievais com toques do presente. Aconselhamos vivamente. Já tarde, e o que é bom não dura sempre, seguimos viagem de regresso para Lisboa.

Teoria do Nós - Alentejo
E assim foi, uma escapadinha no ‘’Alentejo a Dois’’! Façam como nós, aproveitem a vida e amem-se muito!




-Jorge-



Trilhos de Almourol 2018

Trilhos de Almourol, 15/Abril/2018 Desta feita eramos uma “equipa” de 4 amigos. Esta não foi uma estreia nos trilhos de Almourol, foi a ...