segunda-feira, 7 de maio de 2018

Trilhos de Almourol 2018

Trilhos de Almourol, 15/Abril/2018

Desta feita eramos uma “equipa” de 4 amigos. Esta não foi uma estreia nos trilhos de Almourol, foi a minha 5ª participação (gosto mesmo), mas foi a iniciação para o António que, pela mão da Cláudia, lá foi convencido a experimentar. O António é um atleta de mão cheia - ele nada, corre, anda de bicicleta e faz tudo isto ao mesmo tempo - mas nunca tinha feito um trail. Nós - eu, a Cláudia e o Jorge - estávamos empenhados em lhe passar o “bichinho” dos trilhos...

A "equipa" COL
Confesso que já sentia saudades do trail. No entanto, neste o início foi frio e bastante molhado, a prever um terreno com muita lama. E assim foi, muita lama e mais lama para todos os gostos: tipo manteiga (lisa e muito escorregadia), tipo mousse (em que se enterrava o pé até ao tornozelo) e tipo cola (que prendia a sapatilha ao chão). Mas, curiosamente, não caí. Na prova, deixamos as lebres (leia-se: Cláudia e o António) seguir e ficamos eu e o Jorge no nosso (leia-se: meu) ritmo. Mesmo com chuva antes da partida, que nada gosto, a prova foi muito gira. O percurso está espetacular, variado e muito “rolante”, com passagem em trilhos muito giros e com bonitas paisagens.

"Ai, ainda molho os pés...




E eis que eles chegam :-)
Cheguei bastante cansada, mas muito bem-disposta. Gostei mesmo de voltar aos trilhos, é gratificante fazer e terminar estas provas. Houve um facto curioso na prova. Geralmente, vou encontrando atletas femininas ao longo da prova (umas que passo, outras que me passam). Desta feita, acho que me cruzei com duas, no máximo, três, sendo que a grande parte da corrida fiz sem ver meninas. Daí a minha surpresa quando acabo em 4º no escalão (V40) e 16º na geral feminina (em 45 atletas). Mas subi ao pódio... a pedido da Cláudia, que fez um brilhante 1º lugar no escalão (V50) e 10º na geral feminina.

A organização impecável, está de parabéns... mais uma vez. Um grupo de voluntários muito prestável e simpático. 

Em relação ao António, acho que não o conseguimos convencer... terá sido da chuva e lama ou ele gosta mesmo é de alcatrão?!?!? Mas acredito que não devemos baixar os braços à primeira, por isso andamos a escolher, a dedo, o próximo para o arrastar.

- Ana -

sábado, 5 de maio de 2018

“Volta, está perdoada!”



Para quem me conhece sabe o quanto o meu humor é diretamente proporcional ao tempo e às horas de luz solar, especialmente no que diz respeito ao desporto. E este ano tem sido especialmente cinzento, já estamos em Maio e os dias continuam cinzentos e frios. Os pouquíssimos dias de céu azul e sol que tivemos foram um “lavar de alma”, quero lá saber se faz mal apanhar este sol “baixo”, se é meio caminho para gripes e constipações... Que o sol brilhe e, tal qual uma lagartixa, ficarei sobre os seus raios para aquecer o sangue, o coração e, acima de tudo, o espírito. 

Estarmos com este tempo até esta altura faz com que esteja a ser um ano de baixa forma física e pouca disposição para desporto. E a falta que faz, afeta tudo. Afeta também, como não podia deixar de ser, a participação em provas. Já estamos em Maio e foram só 3 (sendo que uma foi “sem querer”). Mas ainda assim, mesmo sem a disponibilidade de outras vezes, adorei todas elas: Estafeta dos Reis, Duatlo Contrarrelógio de Grândola e Trilhos de Almourol. 


Mas o bom tempo está a chegar, devagarinho mas está, e começo a ganhar, outra vez, vontade de por este corpinho a mexer e estas mãozinhas a escrever sobre as minhas aventuras no mundo do desporto e afins.

Vou começar pela última prova que fiz este ano (até à data) – Trilhos de Almourol.




- Ana -


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sou Finnisher do Ironman 70.3!

Sou Finnisher do Ironman 70.3!

É difícil descrever a sensação que foi o antes, o durante e o após. Já passaram 5 dias e ainda estou a desfrutar todas as sensações de concluir este desafio. Para alguns, muitos na minha equipa e alguns amigos, isto do 70.3 (1,9 km swim, 90,1 km Bike, 21,1 km Run)  é um desafio moderado, estão nos Ironmans (um maluco “bom” até está, neste momento, no EPIC5), somam participações, comparam tempos (e equipamentos :-)) e “diabo a sete”. Mas para mim, este era o desafio, para mim este foi o meu Ironman. Não sabia o que me esperava. Estava com medo de não conseguir concluir. Tinha feito um triatlo olímpico que, por diversas razões, não correu muito bem e a corrida foi difícil.


Com os treinos à medida da minha disponibilidade e vontade, de acordo com o que eu conseguia e achava ser preciso e, sempre que dava, em conjunto com o MMQT, não estava certa de estar preparada (especialmente quando comparava com outros que sabia estarem a preparar também a sua participação, até com os da “casa”). Estava com medo e, por isso, não criei muitas expectativas. Pensei nos tempos de cut-off, de como iria gerir uma meia-maratona na estrada (eu sou “mais trail”) depois da natação e bicicleta, na gestão da alimentação (algo com que sou muito descuidada, até nos treinos) e que queria concluir.


E foi tudo muito melhor do que tinha previsto:
  • Com as horas a que tivemos de acordar (esta parte não foi boa), a ansiedade antes da partida foi aligeirada;
  • Na natação uns pirolitos mas sem “espinhas”;
  • A bicicleta sem puxar, pois precisava das pernas para correr, mas com uma fluidez, deu-me imenso gozo. Adorei tudo na bicicleta, o percurso com um pouco de tudo, o tempo, nem frio nem calor, a resposta das minhas pernas... pedalei com prazer.
  • E, quando chego à corrida, ainda tenho pernas. “Olha, as pernas estão a responder”. Muitos andavam, “estão na segunda volta” pensei, “é melhor gerir esta disponibilidade para não ter de andar também” interiorizei, “estou na segunda volta e as pernas continuam a responder, sempre a correr” confirmei. “Vou terminar o Ironman” comecei a celebrar.








Chego à recta da meta, termino invadida de uma alegria única.



C’um caneco, SOU UMA IRON(WO)MAN.




E quem ali estava para celebrar comigo este momento único, o MMQT. Quem melhor podia entender a alegria que eu estava a viver?! Foi o MMQT que lançou o desafio há um ano atrás, foi quem acompanhou-me nos ais e uis, foi meu confidente dos receios e limitações, o meu “lebre”, a minha “roda”, o mais perto possível de um treinador e, acima de tudo, é o meu companheiro em todas estas NOSsas aventuras e desafios.


Já me tinham dito mas para entender o alcance das palavras, só mesmo lá estando. O apoio dos amigos, os “força”, os “vai”, os “estás a ir bem”, dos desconhecidos e desconhecidas, os aplausos, os “está quase” (mesmo aqueles no princípio da prova), “é uma senhora, força, valente “, dos atletas em prova, “vamos Ana”,... tudo isto faz a diferença e realmente ajuda. Obrigada a todos, em particular aos amigos e à equipa maravilha do COL.











Sou Finnisher do Ironman 70.3!


-Ana-

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Triatlo: Uma modalidade de elite ou para todos?

Há tempo que ando com vontade de escrever sobre o triatlo e a comunidade de triatletas. Pode dizer-se que sou novata nesta andanças, tendo começado há coisa de dois anos. Ainda assim, neste curto espaço de tempo muito cresceu a modalidade, tanto em número de praticantes como em número de provas.

fonte: Revista Triatl3ta
Recentemente, pela primeira vez na vida (e espero que a última) fiquei no cut off da natação. Claro que não fica bem no meu CV de atleta, faz baixar o ego, e procuramos inúmeras desculpas para o sucedido. Embora tenha sido esse cut off que me levou a escrever esta crónica, não vou falar de nenhuma prova em particular, mas sim dos objectivos da federação e clubes para a modalidade. 

Eu, como tantos triatletas que começaram recentemente na modalidade, não tenho passado de competição em nenhuma das três modalidades, não faço do triatlo uma prioridade e, fazendo por estar em forma e praticar desporto, infelizmente não consigo treinar de forma regular. Ainda assim, gosto de desafios, de pôr em prova as minhas competências tri-atléticas. E, como todos concordarão comigo, o triatlo é um desporto de prova, ao contrário da corrida, bicicleta e natação que se pode praticar sozinho e como manutenção ou convívio. Por isso, gosto de participar nas provas e até tenho tido alguns pódios (de escalão, claro). 

Como eu há muitos atletas, mais ou menos amadores, curiosos que se interessam pela modalidade, levados pelo desafio único do triatlo, muitas vezes desafiados por outros companheiros de desporto. E é como uma bola de neve, com cada vez mais pessoas a praticar e que vão chamando outras. E há para todos os gostos, muito bons, muito dedicados, com pouco tempo, sem capacidade de investimento, com muita experiência, sem experiência em algum dos segmentos. Também nos objectivos há grandes diferenças: ser o primeiro; ser melhor que o colega de serviço; não ficar atrás das meninas; terminar a prova... E são todas estas combinações que têm feito o Triatlo crescer e envolvido, cada vez mais, as populações na modalidade.

No entanto, e é isto que gostava de sublinhar, é importante que também sejam contemplados os atletas “amadores”, que tanto têm acrescentado à modalidade, quando pensamos o triatlo e as provas. Queremos dar a esta modalidade um carácter e excelência, deixando de fora os entusiastas e atletas populares? E, perguntam vocês: Mas existem as provas abertas? Mas essas, sempre em distância super-sprint, não se enquadram neste universo. 

Como disse antes (e em jeito de não estar a falar em causa própria), espero não voltar a repetir o “feito cut off” . Como até à data, o limite tinha sido mais que suficiente. Desconheço o panorama internacional e conheço pouco o nacional, pelo que não comparo cenários. Na esperança que alguém leia, o meu objectivo é dar que pensar (“food for thought”) a quem faz, no sentido lato, o triatlo em Portugal.

-Ana-

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A NOSsa opinião - novo espaço para reflexão do Teoria do Nós

Como bons portugueses que somos (e não digo isto no sentido depreciativo, bem pelo contrário), gostamos de debater ideias e diferentes pontos de vista sobre os assuntos que fazem parte do nosso quotidiano.E no desporto não é diferente. 
São as NOSsas reflexões, nem sempre coincidentes, que vamos dar a conhecer. E como qualquer ideia, para crescer precisa ser ''regada'. Assim, convidamos todos a comentar e acrescentar valor aos temas que escolhemos. Sugestões também são bem vindas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O regresso das NOSsas férias


Andamos o ano todo na estiva (ou quase todo) para depois estoirarmos as energias em 15 solarengos, lipidiosos, sumarentos, gastadores dias. Como se tudo se resumisse àquele período onde, por vezes parece, tudo vale. O que não estamos dispostos a pagar durante o ano, nas holidays gastamos! Vive la economie mixuruca! NOS, como seres deste planeta e não de outro, semos também assim, com as necessárias adaptações (cinco pelo menos).
Mas, como este blog é de cariz desportivo, e não é agora que o vai deixar de ser, vamos mostrar ao mundo o que andámos a fazer durante as férias e pós-operatório (período de retorno à civilização).

Águas Abertas - novo conceito para NOS, um desafio algo diferente. Apareceu após umas passagens pelos triatlos de Peniche e Setúbal. 
Provas concebidas apenas no meio aquático, seja em rios, albufeiras ou mar, de distâncias normalmente extensas, muito extensas, e com uma participação muito interessante, muito novos e rapaziada já muito batida. O espirito é competitivo mas salutar, ninguém fica para trás e todos têm o seu valor. 
Eu e a MMQT temos uma especial apetência para reagir a estes desafios novos, entra nos oividos, depois no sangue e... “líquido para as bentas”, como não podia deixar de ser.
Depressa nos fízemos à estrada, ou melhor, ao mar: Peniche a Nadar, com 1500 metros (1680 mais precisamente), completados em 32’ (34’segundo a organização). E não é que na estreia “levamos” logo com uma subida ao pódio?!?! Pronto, foi na categoria dos friorentos, daqueles que não contam para a classificação oficial pois levam fato isotérmico. Mas a MMQT ficou num brilhante segundo da geral feminina nesta vertente. 

Depressa saltamos para a Aldeia do Mato, mais 1890 metros deslizados na albufeira da barragem do Castelo do Bode. Aqui, acontece algo de extraordinário: a MMQT “espeta-me” com 5 minutos de avanço. Facto este que estranhei mas depressa conclui: ou a MMQT passou a ter barbatanas e guelras ou, eu com o lastro de 84 kgs, nadei em modo “cacilheiro”. Lindo de se ver. A rapariga dá-lhe forte e há que tirar o chapéu! Está bem para a modalidade. Contratei a cachopa para minha PT (Panelas e Tachos), ou melhor, Treinadora Pessoal
No meio disto e já com os bofes de fora, rumamos a Montemor-o-Velho, Triatlo a contar para a Taça de Portugal – Sprint. Aqui as coisas não foram bem o que pretendíamos, muito lentos no líquido, com recuperação na bike (para a menina) e na corrida (para o menino), com os pulmões a saltar, o coração de fora e estômago torcido. Mas na desgraça, a MMQT salva o dia com um brilhante 1.º lugar no escalão! Ah pois é!
Prosseguindo na senda do “líquido nas bentas”, depressa chegamos ao Cascais Swim Challenge, a contar para um International open waters championship, ou friendship, ou qualquer coisa de nome pomposo. 
Saltamos, numa partida com meia hora de atraso, para a Milha nas águas de Cascais a 18 graus, sem fato isotérmico. Parecia que estávamos a nadar sobre uma caipirinha acaba de fazer. Sem cachecol, sem luvas e sem barrete, a MMQT, adquiriu a forma de bloco de gelo e ficou-se pela meia milha. Eu, em grande develocidade, segui por um misto de algas e gasóleo, estrategicamente espalhadas pelas naus fundeadas naquele recinto. E, na segunda volta, eis que a 3ª boia desaparece! Escapou-se dos olhares atentos(?) dos comissários de prova. Mais parecia a procura dos pokemons by water… mas lá cheguei, último é certo mas com uma confiança que não cabia nos calçonitos…. 

As vitórias são sempre festejada a dois, claro! NOS semos assim, a conquista é sempre dos dois! 

Por esta altura, em que desenho estas palavras, o vício ataca-nos de novo e pimba: Triatlo de Cascais – SPRINT, que é para abrir as ilhargas! 
Mais um desafio a dois, sempre a abrir, para finalizar o ano (ou ainda não) em grande… tareia. 

Parafraseando um cantor da treta com letra e música também da treta: “Aqui vou eu cheio de pica… vou pr’ó sol da costa da Caparica!” 

-Jorge-

Ps: Com isto tudo, já podemos abrir uma loja de toucas ou reconvertê-las em elásticos para as cueca, são tantas... 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Do Rock' in Rio ao Triatlo



0445 pm local time, entrada no complexo desportivo-musical, a multidão aguarda-nos em grande excitação. Ao longe, em inglês de trazer por casa, o gajedo grita: TDN!* TDN! TDN!, até dói no coração tamanha devoção.

Claro está que o estado de boas graças termina rapidamente com a entrada de mais uma fornada da máquina de marketing americano, de pedaço de gente sob o nome Charlie Puth (que r… de nome é este??!).  Com dois tilintares num piano, parte como chegou, umas piadas para as teenagers locais e let’s  go to USA (vai mas não voltes). De seguida, na pista 6, ao melhor estilo mariposa, desliza a deslumbrante Ivete Sangalo, faz pódio na certa, pensámos NÓS. Após 400 metros a grande velocidade, termina em 1º lugar, relegando para a 2.ª posição o atleta AViNCII.
NÓS, após um aquecimento inicial, à custa de um reforço nutricional, - sandes de leitão e survia, embarcamos no setor da natação, perdemos a conta às piscinas que fizemos, qual prova de águas abertas, qual quê!
Já o sol caia, lançamo-nos a grande velocidade para o setor de ciclismo, colina abaixo, colina cima, com uma reta denominada de EDP Rock Street, demos o máximo. As pernas começavam a acusar o esforço…..
Com cerca de 6 horas de prova, última provação: atletismo. Ainda com 2 horas pela frente, a bom ritmo, corremos para a meta, ladeados pelo atleta de origem sueca, Tim Bergling, conhecido nas lides desportivas por AVINCII.
Já passava das 00 horas (tmg) quando cruzámos a meta, consumidos pela beleza ambiental do complexo e luz artificial projetada na tela da noite estrelada.
Assim foi, a NOSsa primeira prova de triatlo juntos em pleno Rock in Rio!
‘’O que pode parecer impossível, basta querer para se tornar realidade!’’
-Jorge-

*TDN: Teoria do Nós

domingo, 15 de maio de 2016

O apetite...da NOSsa vida!

Teoria do Nós - VIII Raid do Vale dos Barris
Mais de três semanas depois do "fim de semana da liberdade" (entenda-se, 25 de Abril) partilhámos, finalmente, a experiência que foi o VIII Raid do Vale dos Barris, organizado pelas Lebres do Sado. Para mim foi uma estreia absoluta, tão perto de casa e nunca tinha participado neste trail. Outra première desse fim de semana foi o sol e calor com que fomos presenteados, os primeiros dias de verão (na primavera) do ano. 

Depois de uma paragem "forçada", para permitir a recuperação muscular da tareia de Almourol, lá consegui voltar a correr qualquer coisa pouco antes de Vale de Barris. Treinos curtos, de 5 a 6 km, mas que permitiram “libertar” as pernas, o suficiente para sentir que não iria parar como em Lousa.

Desta vez o juízo imperou nas nossas decisões e escolhemos a distância mais pequena. 
E como eram “apenas” 15 km, fomos à vontadinha, sem água, sem nutrição – tal e qual os campeões.... lá da rua. 

Mas este foi aquele fim-de-semana, de muito calor e sol, e a prova está “enfiada” na zona de Palmela, uma autêntica sauna (seco e quente).

O cenário estava montado!

Mas vamos começar do início. Antes da partida, como não podia deixar de ser, encontramos vários amigos, alguns que não víamos há algum tempo. Sai o pessoal dos 30 km, conversamos mais um pouco, preparar, partida e lá vamos NÓS. Como sempre, os primeiros km é para aquecer os músculos (ou o que resta deles) e nivelar a respiração. Começamos logo por trilhos, apanhamos um bocadinho de estrada e voltamos aos trilhos (single tracks), uma descida um pouco mais técnica, olhos no chão e... deixamos passar uma fita. Uns atletas mais à frente, outros logo atrás de nós e somos uns 15 perdidos, ao melhor estilo da série americana "Lost". Telefonema para a organização para relocalizarmo-nos, sobe, desce, voltamos atrás e estamos de novo no caminho certo... mas atrás do pelotão. Mais uma descida técnica, o Jorge voa e passa a multidão e eu fico mais para trás - se descer não é o meu forte, muito menos ultrapassar numa descida técnica. Mas como isto é trail, quem sente que está mais lento, pára para deixar passar. E lá estava o Jorge à minha espera. Continuamos e fomos passando alguns que não se tinham perdido. E os 10 km (abastecimento) que nunca mais chegavam, que sede! Um percurso muito bem escolhido, com muito pouco estradão ou alcatrão, variado e com passagens técnicas... 
Finalmente chegamos ao abastecimento onde dediquei-me de corpo e alma à água... não sei quantos copos de água bebi, mas não foram mais para não ir a "chocalhar" o resto do caminho que faltava para terminar. Dali arrancamos para dar logo com uma subida. E logo se fizeram sentir a falta de treinos a sério (leia-se, mais de 6 km) das últimas semanas. 


Já o Jorge, mesmo sem treino, parecia fresco que nem uma alface (até irrita, eu a hiperventilar e o MMQT a subir a correr e voltar a descer para me apanhar tal qual um bailarino do trail :-D). 
Mais um pouco, passados os moinhos, desce, sobe e, quase sem dar por ela, estamos na meta. 

Adorei. nada a dizer sobre a organização ou percurso escolhido. Simplesmente espetacular! está no meu top 10. Parabéns!

Com isto tudo e já de saída, chamaram o meu nome – 8º lugar da geral feminina (vaidosa). Nada mau para quem se perdeu durante 2 km (cerca de 18’ de acordo com o Strava, um amigo russo), voltou atrás e não encurtou caminho. 

Teoria do Nós - Rodízio de Peixe

Aproveitando estar em terra de mar e peixe, escolhemos um rodízio de peixe (excelente) para brindarmos a manhã bem passada, ao que se seguiu uma passagem pelo Portinho da Arrábida para o segundo mergulho do ano (o primeiro foi em Janeiro, no aniversário do MMQT). Cereja no topo do bolo: passagem por Azeitão para um chazinho e umas tortas típicas da vila.
Teoria do Nós - Portinho da Arrábida






Se isto não é boa vida, não sei o que será. Para NÓS os trilhos não são só corrida, abrem o apetite para a vida!

-Ana-

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lousa ou repousa? - Eis a questão!

A

ntes de fazer Almourol, corajosos e confiantes das nossas capacidades desportivas, inscrevemo–NOS no Trail Lousa – Capital do Queijo Fresco, que iria realizar-se uma semana, mais precisamente 6 dias, depois dos 42km. E não deixamos a coisa por menos, queríamos fazer a distância de 24 km, embora tivéssemos a opção do "mini prato" 12km.
Teoria do Nós - Trail do Almourol
Escusado será dizer que a minha recuperação de Almourol não foi lá muito bonita de se ver. Fui manequim por 3 dias - um andar novo, se é que me percebem?! - , acompanhada de uma cara feia cada vez que descia uma escada. Fizemos um treino ligeiro, muito ligeiro, que me pareceu uma odisseia e, para ajudar à festa, andamos com sonos trocados devido à agenda animada da herdeira mais nova. Estava o cenário montado.

A prova começava às 15:00, por isso quando acordamos no sábado não foi para despachar e começar logo a “bombar”, foi com calma. E foi com calma que almoçamos e, como “calma pede mais calma”, eu estava preparadíssima para continuar "nas calmas…". Mas estávamos inscritos, estava planeado e também tínhamos alguma curiosidade para conhecer estes trilhos, até porque ficam tão perto de casa. Arrancamos rumo a Lousa e em 20 minutos estávamos lá. Caras amigas, outras conhecidas e muita gente para correr na serra, estava um ambiente animado.


- Vamos mesmo para os 24? - EU
- Sim, vamos. - o MMQT
- (ai a minha vida!). OK, vamos! - EU



Não esperamos muito até o "tiro" de partida. E foi logo em grande, a subir, sempre a subir. O Jorge começou com força e eu tentei acompanhar... os primeiros 300 m. Não demorou muito a perceber que estava longe de estar em condições para fazer um trail nesse dia. Doía-me tudo, a cada passo, sentia os 42km de Almourol. Após 2,5 km parei e disse “vou desistir” (como devem imaginar não foi fácil, existe um certo embaraço...). Mas, de acordo com o Guia de Boas Práticas para Trail do Teoria do Nós: Se um desiste, caso não seja por alguma situação grave, o outro, se se encontrar bem, continua! - o Príncipe* seguiu.

O Jorge fez os 24km e foram muito bem feitos (claro, afinal é o MMQT), recuperando do início mais lento, acabou de duas formas: em 3 horas (de referir que a prova tinha 1200m D+) e feito num 8 - Dores nos tornozelos (oferta dos 119Km do Sicó).

Resumindo, estava na altura de moderar “a cena”, aquilo de que falava antes, temos de ir com calma J , muita calma.

Lições
  1. As provas são “contagiantes” e uma forma fantástica de conhecer novos caminhos, serras, paisagens. 
  2. São um vício – ficamos um pouco desorientados quando até temos tempo/hipótese para participar mas não o fazemos. E também, vamos ser sinceros, com tantas provas engraçadas, tantos “postes” nas redes sociais, tantos conhecidos e amigos a participar em provas todos os fds (podem nem ser os mesmos), a vontade de lá estar, de participar, fica ampliada. 
  3. Ter juízo’’, aprender a respeitar o nosso corpo e os descansos necessários. Não precisamos, não é possível e, também, não queremos estar “em todas”: há muitas provas, podemos ir treinar para os trilhos e, para NÓS, há muito mais para além das corridas e trails - e ainda bem que assim é .


NÓS estamos em recuperação, especialmente eu que, "sem saber ler nem escrever" fiz as minhas duas primeiras grandes no espaço de 2 meses (logo eu que era das mini)... E o MMQT ainda teve um ultra, uma "brincadeira" de 119km, no meio. Ou seja, por agora vamos deixar os "ossos" recuperar, o merecido descanso, para podermos continuar com estas e outras aventuras desportistas! 

Como parados NÓS não ficamos (não conseguimos), já estamos a trabalhar no próximo desafio... esperem para ver.

-Ana-

* Alcunhas pela qual o Rui Vieira nos batizou: Príncipe e Princesa :-)

Em tempo: Não posso deixar de fazer uma referência ao treino na Carregueira das Tartarugas Solidárias que nos levou até este Trail (Obrigada Marco Borges e Vitor Capelas.). Sobre a prova: um percurso interessante, com bonitas paisagens e bem organizado e muito animado na meta. O único reparo é a GNR não se ter colocado nos atravessamentos de estradas (que, pelo que me foi dito, foi uma situação externa à organização).

Trilhos de Almourol 2018

Trilhos de Almourol, 15/Abril/2018 Desta feita eramos uma “equipa” de 4 amigos. Esta não foi uma estreia nos trilhos de Almourol, foi a ...