quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lousa ou repousa? - Eis a questão!

A

ntes de fazer Almourol, corajosos e confiantes das nossas capacidades desportivas, inscrevemo–NOS no Trail Lousa – Capital do Queijo Fresco, que iria realizar-se uma semana, mais precisamente 6 dias, depois dos 42km. E não deixamos a coisa por menos, queríamos fazer a distância de 24 km, embora tivéssemos a opção do "mini prato" 12km.
Teoria do Nós - Trail do Almourol
Escusado será dizer que a minha recuperação de Almourol não foi lá muito bonita de se ver. Fui manequim por 3 dias - um andar novo, se é que me percebem?! - , acompanhada de uma cara feia cada vez que descia uma escada. Fizemos um treino ligeiro, muito ligeiro, que me pareceu uma odisseia e, para ajudar à festa, andamos com sonos trocados devido à agenda animada da herdeira mais nova. Estava o cenário montado.

A prova começava às 15:00, por isso quando acordamos no sábado não foi para despachar e começar logo a “bombar”, foi com calma. E foi com calma que almoçamos e, como “calma pede mais calma”, eu estava preparadíssima para continuar "nas calmas…". Mas estávamos inscritos, estava planeado e também tínhamos alguma curiosidade para conhecer estes trilhos, até porque ficam tão perto de casa. Arrancamos rumo a Lousa e em 20 minutos estávamos lá. Caras amigas, outras conhecidas e muita gente para correr na serra, estava um ambiente animado.


- Vamos mesmo para os 24? - EU
- Sim, vamos. - o MMQT
- (ai a minha vida!). OK, vamos! - EU



Não esperamos muito até o "tiro" de partida. E foi logo em grande, a subir, sempre a subir. O Jorge começou com força e eu tentei acompanhar... os primeiros 300 m. Não demorou muito a perceber que estava longe de estar em condições para fazer um trail nesse dia. Doía-me tudo, a cada passo, sentia os 42km de Almourol. Após 2,5 km parei e disse “vou desistir” (como devem imaginar não foi fácil, existe um certo embaraço...). Mas, de acordo com o Guia de Boas Práticas para Trail do Teoria do Nós: Se um desiste, caso não seja por alguma situação grave, o outro, se se encontrar bem, continua! - o Príncipe* seguiu.

O Jorge fez os 24km e foram muito bem feitos (claro, afinal é o MMQT), recuperando do início mais lento, acabou de duas formas: em 3 horas (de referir que a prova tinha 1200m D+) e feito num 8 - Dores nos tornozelos (oferta dos 119Km do Sicó).

Resumindo, estava na altura de moderar “a cena”, aquilo de que falava antes, temos de ir com calma J , muita calma.

Lições
  1. As provas são “contagiantes” e uma forma fantástica de conhecer novos caminhos, serras, paisagens. 
  2. São um vício – ficamos um pouco desorientados quando até temos tempo/hipótese para participar mas não o fazemos. E também, vamos ser sinceros, com tantas provas engraçadas, tantos “postes” nas redes sociais, tantos conhecidos e amigos a participar em provas todos os fds (podem nem ser os mesmos), a vontade de lá estar, de participar, fica ampliada. 
  3. Ter juízo’’, aprender a respeitar o nosso corpo e os descansos necessários. Não precisamos, não é possível e, também, não queremos estar “em todas”: há muitas provas, podemos ir treinar para os trilhos e, para NÓS, há muito mais para além das corridas e trails - e ainda bem que assim é .


NÓS estamos em recuperação, especialmente eu que, "sem saber ler nem escrever" fiz as minhas duas primeiras grandes no espaço de 2 meses (logo eu que era das mini)... E o MMQT ainda teve um ultra, uma "brincadeira" de 119km, no meio. Ou seja, por agora vamos deixar os "ossos" recuperar, o merecido descanso, para podermos continuar com estas e outras aventuras desportistas! 

Como parados NÓS não ficamos (não conseguimos), já estamos a trabalhar no próximo desafio... esperem para ver.

-Ana-

* Alcunhas pela qual o Rui Vieira nos batizou: Príncipe e Princesa :-)

Em tempo: Não posso deixar de fazer uma referência ao treino na Carregueira das Tartarugas Solidárias que nos levou até este Trail (Obrigada Marco Borges e Vitor Capelas.). Sobre a prova: um percurso interessante, com bonitas paisagens e bem organizado e muito animado na meta. O único reparo é a GNR não se ter colocado nos atravessamentos de estradas (que, pelo que me foi dito, foi uma situação externa à organização).

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