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| Teoria do Nós - VIII Raid do Vale dos Barris |
Mais de três semanas depois do "fim de semana da liberdade" (entenda-se, 25 de Abril) partilhámos, finalmente, a experiência que foi o VIII Raid do Vale dos Barris, organizado pelas Lebres do Sado. Para mim foi uma estreia absoluta, tão perto de casa e nunca tinha participado neste trail. Outra première desse fim de semana foi o sol e calor com que fomos presenteados, os primeiros dias de verão (na primavera) do ano.
Depois de uma paragem "forçada", para permitir a recuperação muscular da tareia de Almourol, lá consegui voltar a correr qualquer coisa pouco antes de Vale de Barris. Treinos curtos, de 5 a 6 km, mas que permitiram “libertar” as pernas, o suficiente para sentir que não iria parar como em Lousa.
Desta vez o juízo imperou nas nossas decisões e escolhemos a distância mais pequena.
E como eram “apenas” 15 km, fomos à vontadinha, sem água, sem nutrição – tal e qual os campeões.... lá da rua.
O cenário estava montado!
Mas vamos começar do início. Antes da partida, como não podia deixar de ser, encontramos vários amigos, alguns que não víamos há algum tempo. Sai o pessoal dos 30 km, conversamos mais um pouco, preparar, partida e lá vamos NÓS. Como sempre, os primeiros km é para aquecer os músculos (ou o que resta deles) e nivelar a respiração. Começamos logo por trilhos, apanhamos um bocadinho de estrada e voltamos aos trilhos (single tracks), uma descida um pouco mais técnica, olhos no chão e... deixamos passar uma fita. Uns atletas mais à frente, outros logo atrás de nós e somos uns 15 perdidos, ao melhor estilo da série americana "Lost". Telefonema para a organização para relocalizarmo-nos, sobe, desce, voltamos atrás e estamos de novo no caminho certo... mas atrás do pelotão. Mais uma descida técnica, o Jorge voa e passa a multidão e eu fico mais para trás - se descer não é o meu forte, muito menos ultrapassar numa descida técnica. Mas como isto é trail, quem sente que está mais lento, pára para deixar passar. E lá estava o Jorge à minha espera. Continuamos e fomos passando alguns que não se tinham perdido. E os 10 km (abastecimento) que nunca mais chegavam, que sede! Um percurso muito bem escolhido, com muito pouco estradão ou alcatrão, variado e com passagens técnicas...
Finalmente chegamos ao abastecimento onde dediquei-me de corpo e alma à água... não sei quantos copos de água bebi, mas não foram mais para não ir a "chocalhar" o resto do caminho que faltava para terminar. Dali arrancamos para dar logo com uma subida. E logo se fizeram sentir a falta de treinos a sério (leia-se, mais de 6 km) das últimas semanas.

Mais um pouco, passados os moinhos, desce, sobe e, quase sem dar por ela, estamos na meta.
Adorei. nada a dizer sobre a organização ou percurso escolhido. Simplesmente espetacular! está no meu top 10. Parabéns!
Com isto tudo e já de saída, chamaram o meu nome – 8º lugar da geral feminina (vaidosa). Nada mau para quem se perdeu durante 2 km (cerca de 18’ de acordo com o Strava, um amigo russo), voltou atrás e não encurtou caminho.
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| Teoria do Nós - Rodízio de Peixe |
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Se isto não é boa vida, não sei o que será. Para NÓS os trilhos não são só corrida, abrem o apetite para a vida!
-Ana-
-Ana-





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