segunda-feira, 17 de julho de 2017

Triatlo: Uma modalidade de elite ou para todos?

Há tempo que ando com vontade de escrever sobre o triatlo e a comunidade de triatletas. Pode dizer-se que sou novata nesta andanças, tendo começado há coisa de dois anos. Ainda assim, neste curto espaço de tempo muito cresceu a modalidade, tanto em número de praticantes como em número de provas.

fonte: Revista Triatl3ta
Recentemente, pela primeira vez na vida (e espero que a última) fiquei no cut off da natação. Claro que não fica bem no meu CV de atleta, faz baixar o ego, e procuramos inúmeras desculpas para o sucedido. Embora tenha sido esse cut off que me levou a escrever esta crónica, não vou falar de nenhuma prova em particular, mas sim dos objectivos da federação e clubes para a modalidade. 

Eu, como tantos triatletas que começaram recentemente na modalidade, não tenho passado de competição em nenhuma das três modalidades, não faço do triatlo uma prioridade e, fazendo por estar em forma e praticar desporto, infelizmente não consigo treinar de forma regular. Ainda assim, gosto de desafios, de pôr em prova as minhas competências tri-atléticas. E, como todos concordarão comigo, o triatlo é um desporto de prova, ao contrário da corrida, bicicleta e natação que se pode praticar sozinho e como manutenção ou convívio. Por isso, gosto de participar nas provas e até tenho tido alguns pódios (de escalão, claro). 

Como eu há muitos atletas, mais ou menos amadores, curiosos que se interessam pela modalidade, levados pelo desafio único do triatlo, muitas vezes desafiados por outros companheiros de desporto. E é como uma bola de neve, com cada vez mais pessoas a praticar e que vão chamando outras. E há para todos os gostos, muito bons, muito dedicados, com pouco tempo, sem capacidade de investimento, com muita experiência, sem experiência em algum dos segmentos. Também nos objectivos há grandes diferenças: ser o primeiro; ser melhor que o colega de serviço; não ficar atrás das meninas; terminar a prova... E são todas estas combinações que têm feito o Triatlo crescer e envolvido, cada vez mais, as populações na modalidade.

No entanto, e é isto que gostava de sublinhar, é importante que também sejam contemplados os atletas “amadores”, que tanto têm acrescentado à modalidade, quando pensamos o triatlo e as provas. Queremos dar a esta modalidade um carácter e excelência, deixando de fora os entusiastas e atletas populares? E, perguntam vocês: Mas existem as provas abertas? Mas essas, sempre em distância super-sprint, não se enquadram neste universo. 

Como disse antes (e em jeito de não estar a falar em causa própria), espero não voltar a repetir o “feito cut off” . Como até à data, o limite tinha sido mais que suficiente. Desconheço o panorama internacional e conheço pouco o nacional, pelo que não comparo cenários. Na esperança que alguém leia, o meu objectivo é dar que pensar (“food for thought”) a quem faz, no sentido lato, o triatlo em Portugal.

-Ana-

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