segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O regresso das NOSsas férias


Andamos o ano todo na estiva (ou quase todo) para depois estoirarmos as energias em 15 solarengos, lipidiosos, sumarentos, gastadores dias. Como se tudo se resumisse àquele período onde, por vezes parece, tudo vale. O que não estamos dispostos a pagar durante o ano, nas holidays gastamos! Vive la economie mixuruca! NOS, como seres deste planeta e não de outro, semos também assim, com as necessárias adaptações (cinco pelo menos).
Mas, como este blog é de cariz desportivo, e não é agora que o vai deixar de ser, vamos mostrar ao mundo o que andámos a fazer durante as férias e pós-operatório (período de retorno à civilização).

Águas Abertas - novo conceito para NOS, um desafio algo diferente. Apareceu após umas passagens pelos triatlos de Peniche e Setúbal. 
Provas concebidas apenas no meio aquático, seja em rios, albufeiras ou mar, de distâncias normalmente extensas, muito extensas, e com uma participação muito interessante, muito novos e rapaziada já muito batida. O espirito é competitivo mas salutar, ninguém fica para trás e todos têm o seu valor. 
Eu e a MMQT temos uma especial apetência para reagir a estes desafios novos, entra nos oividos, depois no sangue e... “líquido para as bentas”, como não podia deixar de ser.
Depressa nos fízemos à estrada, ou melhor, ao mar: Peniche a Nadar, com 1500 metros (1680 mais precisamente), completados em 32’ (34’segundo a organização). E não é que na estreia “levamos” logo com uma subida ao pódio?!?! Pronto, foi na categoria dos friorentos, daqueles que não contam para a classificação oficial pois levam fato isotérmico. Mas a MMQT ficou num brilhante segundo da geral feminina nesta vertente. 

Depressa saltamos para a Aldeia do Mato, mais 1890 metros deslizados na albufeira da barragem do Castelo do Bode. Aqui, acontece algo de extraordinário: a MMQT “espeta-me” com 5 minutos de avanço. Facto este que estranhei mas depressa conclui: ou a MMQT passou a ter barbatanas e guelras ou, eu com o lastro de 84 kgs, nadei em modo “cacilheiro”. Lindo de se ver. A rapariga dá-lhe forte e há que tirar o chapéu! Está bem para a modalidade. Contratei a cachopa para minha PT (Panelas e Tachos), ou melhor, Treinadora Pessoal
No meio disto e já com os bofes de fora, rumamos a Montemor-o-Velho, Triatlo a contar para a Taça de Portugal – Sprint. Aqui as coisas não foram bem o que pretendíamos, muito lentos no líquido, com recuperação na bike (para a menina) e na corrida (para o menino), com os pulmões a saltar, o coração de fora e estômago torcido. Mas na desgraça, a MMQT salva o dia com um brilhante 1.º lugar no escalão! Ah pois é!
Prosseguindo na senda do “líquido nas bentas”, depressa chegamos ao Cascais Swim Challenge, a contar para um International open waters championship, ou friendship, ou qualquer coisa de nome pomposo. 
Saltamos, numa partida com meia hora de atraso, para a Milha nas águas de Cascais a 18 graus, sem fato isotérmico. Parecia que estávamos a nadar sobre uma caipirinha acaba de fazer. Sem cachecol, sem luvas e sem barrete, a MMQT, adquiriu a forma de bloco de gelo e ficou-se pela meia milha. Eu, em grande develocidade, segui por um misto de algas e gasóleo, estrategicamente espalhadas pelas naus fundeadas naquele recinto. E, na segunda volta, eis que a 3ª boia desaparece! Escapou-se dos olhares atentos(?) dos comissários de prova. Mais parecia a procura dos pokemons by water… mas lá cheguei, último é certo mas com uma confiança que não cabia nos calçonitos…. 

As vitórias são sempre festejada a dois, claro! NOS semos assim, a conquista é sempre dos dois! 

Por esta altura, em que desenho estas palavras, o vício ataca-nos de novo e pimba: Triatlo de Cascais – SPRINT, que é para abrir as ilhargas! 
Mais um desafio a dois, sempre a abrir, para finalizar o ano (ou ainda não) em grande… tareia. 

Parafraseando um cantor da treta com letra e música também da treta: “Aqui vou eu cheio de pica… vou pr’ó sol da costa da Caparica!” 

-Jorge-

Ps: Com isto tudo, já podemos abrir uma loja de toucas ou reconvertê-las em elásticos para as cueca, são tantas... 

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