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| Teoria do Nos - Alentejo |
Escapadinhas... Foi a nossa escolha para este fim-de-semana, Alentejo, mais precisamente, Monte do Caneiro, a dois quilómetros da famosa Aldeia da Luz. Alojamento inserido numa paisagem fantasticamente viciante, junto ao Alqueva e … a DOIS!
Decidimos degustar o verdadeiro Alentejo de bicla, melhor não podia ser.
No primeiro dia, com cerca de 38 km, visitámos a Aldeia da Luz, Mourão e as margens do Alqueva. Já era noite quando conseguimos ‘’pisar’’ as margens do grande lago por uns bons 2 km… sim, só! Infelizmente, mesmo com terra onde não se vislumbra qualquer tipo de cultura, tivemos que “saltar” barreiras que supomos terem sido erguidas para impedir a evasão... dos espanhóis?!?!
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Valeu a pena. E com decisão e teimosia, tivemos direito a um pôr do sol simplesmente maravilhoso, ao som de uns peixes–gato (seriam?) que teimavam em saltitar, acompanhado de um remoer de frutos secos e uma borbulhante coca–cola.
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O Alentejo, à noite, não perde o seu encanto. Assim sendo, fomos no sentido de Mourão, debaixo de um céu estrelado: restaurante Adega Velha, uma adega antiga, com talhas de barro, num ambiente familiar, onde se canta, bebe (e muito) e se come. No nosso caso, pressentíamo-nos com uma bela perdiz estufada, acompanhada de um vinho milagroso, isto para além das “entradas e saídas”, merecedoras de louvor. Tivemos, ainda, direito a um poema de Florbela Espanca, magnificamente lido e sentido pela minha companheira. Um poema que, segundo o proprietário do restaurante, ‘’tem a faculdade de casar pessoas!’’ …Vamos ver o que dá, pelo menos ficámos a pensar.
Domingo, foi dia de descanso matinal ao som de cabras, vacas, ovelhas,
galináceos, burros e pássaros, muita bicharada por metro quadrado mas sem
sirenes, buzinas e outros ruídos urbanos que nos enchem a cabeça no dia a dia. Um almoço em Reguengos de Monsaraz, tipicamente alentejano, acompanhada por um
néctar local. De buxo cheio, visita
de fim de tarde em Évora, passeio na zona antiga e reviver passados recentes...
uma cidade em que se respira os tempos idos medievais com toques do presente.
Aconselhamos vivamente. Já tarde, e o que é bom não dura sempre, seguimos
viagem de regresso para Lisboa.
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-Jorge-





