segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ir ou não ir? eis a questão.

Caminhada na Serra da Boa Viagem

Para pessoas com eu, entusiastas do desporto, que não conseguem estar paradas mas que, também, não vivem do nem para o desporto, ter que decidir não fazer uma prova “marco” é complicado e cria alguns conflitos entre o “Tico e o Teco”. Isto aconteceu comigo com o triatlo de Cascais.

Depois de um período de preparação quase intenso, com muitos planos e programas de treino seguidos, o mais possível, à risca, bastante entusiasmo, chegámos de rastos ao dia que antecede a prova. A título da verdade, fui eu que cheguei a esse dia sem pinga de vontade de enveredar em tamanha façanha: o triatlo de Cascais – prova World (1100m natação; 40km bicicleta e 10km corrida).

Era uma decisão complicada. Por um lado a falta de entusiasmo físico e psicológico e, por outro, um plano de 3 meses que seria cumprido nesse dia e a muita vontade de me estrear num triatlo em “dueto”. Para agravar a situação, por confusões com horários, teríamos que colocar o equipamento às 4h:30m da manhã no dia da prova... sim, de madrugada.

O meu parceiro, ao ver a atrapalhação em que me encontrava (como diz o ditado popular “uma mulher atrapalhada é pior que um homem bêbado”), logo forjou um plano B: Não há triatlo, vai haver trilho., uma fuga à cidade. E, como também ouvi dizer há pouco tempo, “há mais marés que marinheiros”, haverá outros triatlos.

No domingo, em vez de irmos direitos a Cascais, arrancamos para a Serra da Boa Viagem. “Quem vai para o mar, abastece-se em terra”, assim, antes de começar a caminhada, parámos para comer uma Francesinha. Um almoço leve para quem é saudável e passa a tarde a subir e a descer a serra :-).

O caminho escolhido para aquela tarde foi parte do percurso que será percorrido pelos atletas que irão participar no RXT 2015 – K30. Embora suspeita, a minha opinião é que vai ser uma prova única para os verdadeiros amantes de trail, com terrenos, altimetria e paisagens espetaculares, tem de tudo: serra fechada, mar, areia, singletracks, descidas técnicas, passagens por cascatas... Gostei especialmente do que alcunhei de “floresta encantada”. Um percurso em vegetação fechada, a passar em rios e cascatas secas, terreno acidentado, com um cheiro de quem anda longe da cidade, ao som da natureza. Até existe um trilho com o nome Branca de Neve. Agora, que por lá passei, entendo porquê... mas não vi os sete anões :-).

Podia ter sido um fim de semana menos agradável, nunca é bom falhar uma prova para a qual nos propusemos ir, mas acabou por ser “melhor que a encomenda”: um passeio numa serra magnifica na companhia perfeita, ideal para recuperar a energia e repor os níveis. Muito, mas muito bom. Obrigada Jorge!

Em relação ao triatlo, no próximo ninguém nos apanha (ahah)!

-Ana-

PS - Esta mais parece uma crónica alusiva aos ditados populares.


Trilhos de Almourol 2018

Trilhos de Almourol, 15/Abril/2018 Desta feita eramos uma “equipa” de 4 amigos. Esta não foi uma estreia nos trilhos de Almourol, foi a ...