O objetivo principal da minha 4.ª participação na prova épica Trilhos do Abutres 2016, foi demonstrar à minha mais que tudo, doravante MMQT, que não há limites para a nossa capacidade e determinação!

Vou utilizar o gráfico da altimetria para a dissertação que se segue:
- Partida: levantar e alimentar a MMQT, foi tarefa herculana. Foi preciso recorrer à Carta de Boas Práticas para interiorizar o espirito ultratrailista na cachopa. Mas a tarefa foi conseguida. Vestida e alimentada, lá foi ‘’fermosa e não segura…’’ para a manga da partida. Se o nervoso miudinho desse flores, a MMQT era um jardim!
- O síndroma do Km 29 manifestou-se depois de 15 km, foi preciso apertar com a MMQT estava a começar a fraquejar. Nada que não estivesse programado (fruto de treinos e supervisão do je). Entra em cena aquilo que muitos ignoram: psicologia e nutrição. O sucesso do binómio confirmou-se na passagem do cut-off, com uma margem de 30’. O objetivo de terminar os épicos abutres estava a 20 km.
- A mítica distância dos 42 km estava a assombrar a MMQT. Ainda assim, com determinação e uma margem de 4H30’ para ultrapassar a barreira, não afrouxamos o ritmo, facto este que nos levou a concluir este troço com uma margem de 1 hora conseguida com uma energia vinda não sei de onde. A luz começava a brilhar ao fundo do túnel, i.e., ao fundo de Miranda do Corvo.
- Fez-se noite e num mar ‘’nunca antes navegado’’ (por NÓS) de lama, progredimos até ao alcatrão que nos levaria ao sucesso. O um ritmo adequado às circunstâncias e pernocas da MMQT (premissa descrita na Carta de Boas Práticas) fomos avançando e, depois de uma rápida troca de roupagem, munidos do equipamento TEORIADONOS, passámos e ultrapassámos aquela meta que vai marcar as nossas vidas por tempo indeterminado: os 52 km dos Trilhos do Abutres-objetivo conseguido!

-Jorge-
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