terça-feira, 15 de março de 2016

Romae , ut est Theoria

... que é como quem diz “Em Roma sê Teoria do Nós!”

No fim de Fevereiro andámos às voltas com os Deuses Gregos do Olimpo e seus novos moradores: Jorgyos e Gastonidio (link).

Teoria do Nós - Roma, 2016
Mas conta a história que, alguns dos deuses da Grécia antiga passaram a fazer parte do legado romano... E NÓS também! Acelerámos os ponteiros e em menos de 15 dias entre arcos triunfais, arenas de gladiadores e pistas de bigas eis que surge o Jorgyus César.



 
Fomos a Roma! Correr? Nadar? Remar? Jogar ao guelas[1]

Nada disso, não fomos como atletas. Fomos como turistas. Mas desenganem-se se pensam que foi descansar, longe disso. Depois deste fim-de-semana, sugiro a criação de um novo desporto olímpico: “Caminhada turística em circuito citadino” ou, por outras palavras, um ‘’Peddy-Paper em cidade com muita história para contar’’. 


Teoria do Nós - Praça de São Pedro
Começámos cedo o primeiro dia de visita e logo em grande, fomos direitinhos ao Vaticano. Gerimos bem a partida, ainda em reconhecimento do terreno, e depois de cerca de 1km, apanhámos o metro... para não mais voltar aos transportes públicos. Muitos pensaram como nós e qualquer sitio que quiséssemos visitar, implicava filas com alguma demora, com a agravante que no Vaticano já estavam em curso os preparativos para a Páscoa. Mas nem a espera nem o conjunto de vedações nos impediu de apreciar a magnitude da Catedral de São Pedro. Daí seguimos em direção ao Castelo de Sant’Angelo, atravessamos o rio na bela Ponte de Sant'Angelo e, por ruas e ruelas, com voltas e mais voltas, fomos a todos os “must see” num raio 1,5km. 



Teoria do Nós - Piazza Navona
Conforme nos íamos infiltrando na cidade e no seu labirinto de ruas, o Robert Langdon e a Vittoria Vetra[2] que há em NÓS começava a surgir... OK! Talvez esteja a exagerar :-) - ter visto recentemente o filme “Anjos e Demónios” foi muito sugestivo ao longo do percurso que fizemos neste primeiro dia (mais dedicado ao elemento religioso). Acabámos o passeio num simpático restaurante, seguindo depois para o hotel que ficava a cerca de 3,5km. 

Teoria do Nós - Fontana de Trevi
Como qualquer viciado, claro que levámos sapatilhas e calções para dar uma corridinha em Roma mas, quando chegamos ao fim deste primeiro dia, vimos que foi bagagem a mais.

Teoria do Nós - Coliseu, Roma

Teoria do Nós - Roma, 2016
O segundo dia foi dedicado ao Império Romano ou, melhor, ao que resta dele. Começamos pelo Coliseu e, outra vez, não foi um início fácil, mais uma longa espera para conseguir entrar. Nem mesmo a Jorgyus César foi dada prioridade e, como o comum dos mortais, tivemos que esperar mais de 1h para ver o interior de tão grandiosa construção... que foi. Infelizmente, depois de anos de pilhagens e abandono, é pouco o que se consegue ver mas, por outro lado, é muito o que conseguimos imaginar do que terá sido em tempos aquele monumento. Seguimos caminho pelos restos do Império Romano a acrescentar história à Teoria do Nós. E tanto andámos e tanto vimos que já estávamos em Roma como se há muito a conhecêssemos – até Italianas nos pediram indicações. No fim do dia, acho que estávamos entre os primeiros na “Caminhada turística em circuito citadino” :-)

Mas porque não alargar o império para lá de Roma?!?! E como os antigos Centuriões, seguimos no terceiro dia à conquista de Orvieto - Pequena vila da região da Umbria, a norte de Roma, construída sobre penhascos. 
Teoria do Nós - Orvieto, 2016

Com uma catedral faustosa, ruas estreitas e de construção tradicional (num tipo de pedra vulcânica), muito bem cuidada e conservada, com um impressionante labirinto subterrâneo que, em tempos idos, era mantido secreto e usado para eventuais fugas dos nobres da cidade. 








Mas a vila também é conhecida pelo bom vinho e boa comida... e pronto, lá teve que ser, fomos “visitar” este lado da vila :-) e que belo repasto: Oste Del Re[3]! Orvieto está aprovadíssimo, vale a pena o desvio! 

Teoria do Nós - Orvieto, 2016
Uma aventura destas só mesmo com o Jorgyus César[4]... melhor era impossível. 

Jorgyos César, tecum ibo ad astra!

-Ana-

[1] Jogar ao Guelas: jogar ao berlinde. 
[2] Romance ‘’ Anjos e Demónios’’ de Dan Brown.
[3] Oste Del Re: restaurante de excelência situado em Orvieto, conhecido pelas suas iguarias de porco preto, javali entre outros.
[4] Ou muito me engano ou o Jorge foi despromovido de deus – Jorgyos - a imperador – Jorgyus Cesár.

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